MUSEU AFRO BRASIL COMPLETA 17 ANOS

MUSEU AFRO BRASIL COMPLETA 17 ANOS

Museu que une História, Memória, Cultura e Contemporaneidade, entrelaçando essas vertentes num só discurso, para narrar uma heróica saga africana, desde antes da trágica epopeia da escravidão até os dias de hoje completa 17 anos em outubro. Vale visitar: https://www.instagram.com/museuafrobrasil/

TEDXSAOPAULO | DAS FAVELAS PARA O MUNDO

TEDXSAOPAULO | DAS FAVELAS PARA O MUNDO

O TEDX São Paulo que acontece 28/08/21, às 18h, traz vozes negras com histórias incríveis. Pra assistir gratuitamente, acesse: https://eventosdigitais.live/evento/tedxsaopaulo2808.

ATIREI NUM PARDAL E ACERTEI UM DINOSSAURO

ATIREI NUM PARDAL E ACERTEI UM DINOSSAURO

Vamos nesta jornada pelo Afroturismo, nunca se falou tanto e nunca nós vimos tantas ações ligadas a esta modalidade turística no Brasil.

Lembram-se que falei do processo que sofremos em 2006 ao lançar a Rota do Escravo? Bem, em primeiro lugar que a palavra “branding” não fazia parte de nosso vocabulário, em segundo lugar que os amigos não gostavam do termo, mas não tinham coragem de me falar, tamanho era o meu comprometimento com a projeto. Choque de realidade, Ministério Público, acusação de “apologia a escravidão” e “simpatia pela escravidão”, jornadas por delegacias do Vale do Paraíba como uma criminosa (esclarecimentos do tipo: “ a senhora chicoteia quilombolas?”, “ a senhora tem acertos com grandes fazendeiros para fazer o teatro da Escravidão?” Não, não, não….acode aqui Jesus……eu quero apenas falar como os negros construíram este país, que tem mão negra em tudo o que você pensa, que o “barão do café” só existe porque tem suor negro construindo sua riqueza, que Tia Nastácia e Tio Barnabé são maiores do que você imagina, que a segunda maior Festa Religiosa Católica de Aparecida é dedicada a São Benedito o santo preto e que os negros refazem os caminhos memoriais das lutas políticas no Reino do Ndongo através da Congada….ufa….explica, explica…

Audiência de conciliação, sem advogado vou eu e meu marido para o encontro, eu tenho a consciência livre, eu sei quem sou e o que desejo. A Juíza e o advogado jornalista impetrante do processo, uma conversa de gente louca, eu dizendo: – Este é o projeto da minha vida, como o senhor pode fazer isto comigo? Ao que ele responde: – Eu nem sei quem é a senhora, estou aqui processando sua empresa que faz apologia a escravidão….eu dizendo que estava baseada em todo o trabalho da UNESCO e ele respondendo que a UNESCO era uma instituição séria e que jamais apoiaria um projeto como o meu, eu explicando que não faço apologia a escravidão, que não amarro negro em tronco, ele dizendo que estou explorando o músico Bonfiglio de Oliveira ( o Bonfligio de Oliveira foi uma dos maiores músicos deste país, é praticamente desconhecido de todos, nasceu em 1898 e em 1930 compunha com Pixinguinha o grupo “ Os 8 Batutas”, pistonista, foi presenteado pelo então presidente Washington Luiz com um pistão de ouro, era considerado o Louis Armstrong do Brasil, e o advogado dizendo que eu explorava o Bonfliglio), enfim, a Juíza pergunta ao nobre advogado o que ele quer e ele responde:

– Que ela mude o nome deste projeto, pois todo mundo sabe que a baixa auto estima do negro é por conta de ser descendente de escravos…..

A Juíza então pergunta:

– A senhora vai mudar o nome do projeto? Eu respondo:

– Sim, mudo.

Ele se vira para a juíza e diz:

– Quero saber o novo nome.

Eu pergunto pra juíza:

– Sou obrigada a falar pra ele?

Ao que ela responde:

– Nobre advogado, trata-se de direito empresarial, ela não é obrigada a nos informar o novo nome, se o novo nome ferir as regras do direito, o senhor entra com novo processo! Assinei um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, afirmando que não utilizaria a palavra escravo e escravidão, que só falaria dos negros e não exaltaria barões do café. Vocês podem ler todo o termo em: https://www.afropress.com/mp-sp-proibiu-uso-do-termo-rota-do-escravo/

E assim saímos da tal audiência, eu com o coração despedaçado por vivenciar aquele momento, com um novo nome na mente e ele feliz, tinha um jornal de web  e no dia seguinte estampou a manchete: “Acabamos com a Rota do Escravo”.

Eu???? Em 2009 a Rota da Liberdade foi eleita 1 dos 10 Melhores projetos de Geoturismo do Mundo no Desafio de Geoturismo da Ashoka/National Geographic, em 2012 fui convidada para a UNESCO para que o meu projeto de Turismo Étnico “Rota da Liberdade” fizesse parte do projeto de Desenvolvimento do Turismo de Memória da Diaspora, fui oficialmente contratada como Consultora, especialista Brasil/América do Sul, trabalhamos no Guia Metodológico de Desenvolvimento de Sítios de Memória da Diáspora Africana no mundo. Em 2020 ganhamos o Prêmio do Desafio da Ashoka/CTG Brasil como 1 das 3 Melhores Iniciativas de Turismo Sustentável do Brasil.

E vamos em frente pois lá vem história.

Até breve.

 

SOLANGE BARBOSA,  apaixonada pela vida, nascida na cidade de São Paulo, lá na Barroca Zona Sul (bairro do Cambuci e sede de uma das mais antigas escolas de samba da cidade), sou licenciada em História e Especialista em Afroturismo, CEO da Rota da Liberdade e 1 das 40 Global Shakers em Turismo Sustentável.

As Olimpíadas são sempre um marco em 2020. Conheça 10 atletas negros que fizeram história na história desse evento mundial: https://www.google.com.br/amp/s/g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2021/07/31/rebeca-andrade-tommie-smith-e-mais-10-atletas-negros-que-fizeram-historia-nas-olimpiadas.ghtml

MELISSA ALCENA E AS FOTOGRAFIAS DE BAHAMAS

MELISSA ALCENA E AS FOTOGRAFIAS DE BAHAMAS

Melissa Alcena, fotógrafa de retratos das Bahamas, concentra-se em mudar a narrativa do paraíso do Caribe, envolvendo-se diretamente com a rotina do povo das Bahamas e explorando a humanidade desses cidadãos. Conheça o trabalho da Melissa: https://www.melissaalcena.com/